As Lágrimas de Orpheus. (Parte 3)
Com a Desilusão cruel daquela tristeza em meu coração.
Fui implorar por um favor ao Deus daquele mundo sombrio, a quem todos diziam que tal Divindade não era capaz mentir.
Em troca da melodia eterna de minha lira, pedi que Eurídice voltasse a existir.
Antes de seguir para superfície, o Deus daquele mundo sombrio me alertou: “Enquanto estiver em meus domínios jamais poderás olhar para trás, pois se olhar mesmo que só uma vez, o desejo que me pedistes não se realizará”.
A saudade e a felicidade pulsavam de maneira firme em meu coração só de saber que minha vinda ao submundo não tinha sido em vão.
No caminho para minha nova vida com Eurídice, um clarão de luz eu vi, e exclamei a minha amada olhando para trás: “Será o Sol Eurídice, será que estamos perto de sair daqui?”.
Mas o que parecia o Sol, na verdade não passava de escuridão, de promessas não cumpridas de um Deus amargurado pela solidão.
E pela Eternidade, diante da traição minha lira eu terei que tocar.
Sabendo que nunca mais teria meu amor novamente para acarinhar. (By Ícaro).
Escrito por Ícaro às 15h44
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